sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Estudo mostra regeneração da Mata Atlântica no últimos 30 anos

 

ultimosegundo.ig.com.br

 

Dos 17 estados brasileiros ocupados pela Mata Atlântica, nove apresentaram regeneração do bioma nos últimos 30 anos Tânia Rêgo/Agência Brasil

Dos 17 estados brasileiros ocupados pela Mata Atlântica, nove apresentaram regeneração do bioma nos últimos 30 anos

A Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) divulgaram nesta terça-feira (17) que, entre 1985 e 2015, quase 220 mil hectares da Mata Atlântica foram regenerados em nove dos 17 estados brasileiros que abrigam o bioma. A área regenerada corresponde a 2.197 km, quase o tamanho da cidade de São Paulo.

A Mata Atlântica se estende por Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Alagoas, Sergipe, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí.

De acordo com o Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, que monitora o espaço abrangido pelo ecossistema, o Paraná foi o estado com maior regeneração no período apresentado, com 75.612 hectares (ha).  Em segundo lugar, está Minas Gerais (59.850 ha), seguido por Santa Catarina (29.964 ha), São Paulo (23.021 ha) e Mato Grosso do Sul (19.117 ha).

“O estudo analisa, principalmente, a regeneração sobre formações florestais que se apresentam em estágio inicial de vegetação nativa, ou áreas utilizadas anteriormente para pastagem e que hoje estão em estágio avançado de regeneração. Tal processo se deve tanto a causas naturais quanto induzidas, por meio do plantio de mudas de árvores nativas”, disse representante da SOS Mata Atlântica.

Segundo a Fundação, houve uma redução de 83% do desmatamento da Mata Atlântica nos últimos 30 anos, com sete dos 17 estados que apresentam o bioma registrando nível de desmatamento zero.

Apesar da boa notícia, a diretora executiva da Fundação SOS Mata Atlântica acredita que ainda há muito a ser feito pelo ecossistema. “Agora, o desafio é recuperar e restaurar as florestas nativas que perdemos. Embora o levantamento atual não assinale as causas da regeneração, ou seja, se ocorreu de forma natural ou através de iniciativas de restauração florestal, [o resultado] é um bom indicativo de que estamos no caminho certo”, afirmou.

*com informações de Agência Brasil

 

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